Artigo 25: Cultura de massa, arte e política enquanto problema em Rubem Fonseca

RESUMO

O breve artigo trata do tema da arte, e sua relação com sua própria condição de possibilidade enquanto mercadoria, e sobretudo, da relação entre arte e política. Partimos dos diálogos entre o personagem narrador cineasta com o velho Gurian, um professor de literatura perseguido tanto pelos soviéticos do regime estalinista e mais tarde pelos nazistas e que na trama do romance Vastas emoções e pensamentos imperfeitos do escritor Rubem Fonseca, veio parar no Brasil. Nestes diálogos procuramos interpretar a posição de Rubem Fonseca em relação aos destinos sombrios da cultura de massa sobretudo a TV, e particularmente, a crítica de Fonseca em relação à arte como serva da política. Demarcando a perspectiva de Rubem Fonseca a partir da posição de que a arte não deve ser instrumento propagandista dos regimes políticos, culminando na posição, citada pelo narrador do romance, do escritor russo Isaac Bábel: “Alguns farão a Revolução, e daí? Eu, eu farei as coisas marginais, aquilo que vai mais fundo”. Demarcando deste modo a autonomia da arte em relação à política.

Palavras-chave: Rubem Fonseca, Arte e Política, Crítica Literária

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Artigo 24: O fascínio com o estrangeiro no romance Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos de Rubem Fonseca

Resumo

Trata-se de uma interpretação crítica do aparecimento do personagem Áureo de Negromonte no romance Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos de Rubem Fonseca, o qual utiliza adereços para fantasia e se enobrece pelo fato de seus objetos de enfeite serem de origem estrangeira. Nesta direção, promovemos diálogo com o pensamento crítico brasileiro procurando demarcar a alegoria do romance de Rubem Fonseca, como um emblema desta filiação ao estrangeiro como signo de superioridade, no que se refere à experiência de pensamento no Brasil. Deste modo, promovemos diálogo com autores como José Murilo de Carvalho em seu livro Os Bestializados -O Rio de Janeiro e a República que não foi. Bem como breves associações com o pensamento de Walter Benjamin a respeito da urbe, e uma tentativa de relacionar o personagem Negromonte do romance de Fonseca com Dom Casmurro de Machado de Assis, mais precisamente ao seu capítulo V de nome O agregado.

Palavras chave: Rubem Fonseca, Crítica Literária, Literatura, Ensaísmo

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Artigo 23: O homem que comia diamantes: a fantasmagoria do arcaico sobre o moderno

RESUMO

O breve artigo trata de uma interpretação de uma alegoria que aparece no romance Vastas emoções e pensamentos imperfeitos ​ do escritor Rubem Fonseca, que se trata do personagem Alcobaça, que sofre de uma “estranha patologia”, a saber, necessidade vital de comer diamantes. Utilizando referências do pensamento crítico brasileiro como Sérgio Buarque de Holanda e Bajonas Brito, no que tange ao signo de adorno e enfeite que se tornou, em certa medida, a recepção da filosofia européia em nossas terras, e sobretudo, elucidando tais temas a partir da ironia em relação à filosofia no conto​ A arte de andar no RiodeJaneiro de Rubem Fonseca em que Augusto, o personagem principal, dialoga com um cachorro como se fosse um professor de filosofia com seus alunos. Esta reflexão procura trilhar caminhos do pensamento crítico brasileiro, que utiliza a via da literatura como recurso dialético interpretativo da experiência histórica brasileira.

Palavras chave: ​ Rubem Fonseca, Sérgio Buarque, Bajonas Brito, Pensamento brasileiro

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ENSAIO: Ação e dissimulação no romance Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos de Rubem Fonseca

RESUMO

Nosso ensaio procura encaminhar uma interpretação acerca do romance de Rubem Fonseca Vastas emoções e pensamentos imperfeitos, não sem uma incursão pelo pensamento de Walter Benjamim no que se refere às suas reflexões em torno das condições históricas de sociabilidade e memória próprias ao habitante da cidade contemporânea ocidental. Procuramos situar como a dissimulação opera a cumplicidade ou proximidade entre opostos na experiência brasileira, tais como uma loja de peles, próprias a um clima frio, numa cidade “onde fazia um calor dos infernos quase o ano inteiro”, nos termos do escritor brasileiro. O ensaio procura também posicionar o pensar acerca do aparecimento do personagem Áureo de Negromonte no livro de Rubem Fonseca, tomado como um emblema de nosso fascínio com o estrangeiro, que se inscreve em nosso raio histórico desde os tempos em que a capital da República “que não foi”, segundo José Murilo de Carvalho, era ainda a cidade do Rio de Janeiro do início do século passado. E se trata de um trabalho desenvolvido a partir de um projeto de pesquisa que percorreu o período de agosto de 2004 a julho de 2005, e que contou com o financiamento do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) através do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa), inserido na linha de pesquisa de Filosofia e Literatura e sob orientação do Professor Bernardo Barros Coelho de Oliveira, na ocasião, do Departamento de Filosofia, CCHN, UFES, Vitória-ES.

PALAVRAS-CHAVE: Rubem Fonseca, Bernardo Barros, Dissimulação, Crítica Literária, Walter Benjamin, José Murilo, Bajonas Brito

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Artigo 22: Ciência, técnica, política e violência em “O quarto selo (fragmento)” de Rubem Fonseca

RESUMO

Neste artigo, procuramos realizar um exercício interpretativo do conto “O quarto selo (fragmento)”, de 1969, do escritor Rubem Fonseca. Neste conto que se passa em um cenário de violência da cidade brasileira em um contexto de ficção científica no qual a violência, ganha justificativas políticas, de modo a se tornar emblemático neste texto de Fonseca o aparecimento de uma organização que tem como interesse “matar as autoridades, técnicos e burocratas de alto nível que nunca apareciam em público”. Os temas levantados a partir deste conto/roteiro de cinema, são explorados de maneira reflexiva e interpretativa, e se trata de uma das partes de uma pesquisa desenvolvida entre 2003 e 2004, contando com o financiamento do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, Conselho Nacional de Pesquisa, através da Universidade Federal do Espírito Santo, tendo como orientador o professor Bernardo Barros, na linha de Filosofia e Literatura, e tenho como principal referência e ponto de partida a obra de Rubem Fonseca. E em última análise pretendemos explicitar a violência, no modo próprio como aparece nesta ficção de Rubem Fonseca, como situada desde uma possível dissimulação, que atravessa tanto a prática política de Estado, em sua tentativa de asseguramento das desigualdades sociais radicais, voltadas para a permanência de privilégios econômicos para poucos em detrimento da morte violenta do outro, bem como, desde o conto “O quarto selo (fragmento)”, a violência que dá-se através da dissimulação, aparece também na prática política que reage de encontro à ação violenta do Estado.

Palavras- chave: Rubem Fonseca, Violência, O Quarto Selo, Dissimulação, Política

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Artigo 21: O “cinema-templo” de Rubem Fonseca e a experiência brasileira

RESUMO

Compreende um exercício de interpretação do conto “A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro”, tomando como recurso dialético interpretativo o aparecimento do “cinema-templo”, no qual, nas palavras do escritor Rubem Fonseca: “Todas as manhãs, das oito as onze, todos os dias da semana, … é ocupado pela Igreja de Jesus Salvador das Almas. A partir das duas da tarde exibe filmes pornográficos”. Tomamos a alegoria literária do conto de Rubem Fonseca como emblema da experiência brasileira que concilia opostos, por meio de inversões e compensações que se desdobram no tecido social, tal como procuramos articular com as indicações do filósofo Bajonas Brito em seu livro Lógica do Disparate.  E neste percurso, procuramos traçar paralelismos entre as reflexões do filósofo Walter Benjamin a respeito do tema da cidade moderna, e a experiência brasileira através do universo literário descrito no conto de Fonseca.

Palavras-Chave: Rubem Fonseca, Disparate, Benjamin, Cinema-templo

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Artigo 20: A morte do outro na ficção de Rubem Fonseca

RESUMO

Trata-se de uma interpretação do conto “O outro”, do livro de contos Feliz ano novo, do escritor Rubem Fonseca. A leitura promovida, exerce esforços em tomar como horizonte os paralelismos entre a leitura de Walter Benjamin do poeta Baudelaire como fundamental para suas reflexões a respeito da cidade moderna, e a indicação do conto de Rubem Fonseca como emblema da violência em uma de suas faces na vida urbana da cidade brasileira.

Palavras-Chave: Rubem Fonseca, O outro, Walter Benjamin, Baudelaire, Violência, Literatura, Filosofia

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Artigo 19: Memória e Cidade através de Walter Benjamin e Baudelaire

RESUMO

Através de um estudo da condição histórica das grandes cidades, levadas adiante pelo filósofo Walter Benjamin, através de seu célebre ensaio Sobre Alguns Temas em Baudelaire, e sua reflexão em torno do tema da memória do indivíduo urbano a partir da noção de memória involuntária, procuramos estabelecer um nexo entre as proposições benjaminianas acerca da cidade moderna, aliada a um exercício de interpretação de alguns poemas de Baudelaire, dentre eles, “Correspondências”, e “Os sete velhos”, ambos do livro As flores do mal, além de um diálogo com o poema em prosa “O mau vidraceiro”, do livro de contos do poeta francês Pequenos poemas em prosa. Trata-se de parte de uma pesquisa desenvolvida entre 2003 e 2004, contando com o financiamento do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, Conselho Nacional de Pesquisa, através da Universidade Federal do Espírito Santo, tendo como orientador o professor Bernardo Barros.

Palavras-chave: Walter Benjamin, Memória, Cidade, Baudelaire.

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Artigo 18: Experiência urbana através de Walter Benjamin e o conto “A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro” de Rubem Fonseca

RESUMO

Pretendemos articular breves noções a respeito da figura do flanêur em Walter Benjamin, e a partir deste olhar acerca da vida urbana nas grandes cidades, promovemos um exercício interpretativo do conto “A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro”, do escritor brasileiro Rubem Fonseca. Neste movimento de interpretação do conto de Fonseca, procuramos nos fixar em alguns traços do personagem protagonista Augusto-Epifânio, e suas vivências urbanas em suas caminhadas pela cidade do Rio de Janeiro, com o trapeiro Benevides, e o mendigo radical Zumbi do Jogo da Bola.

Palavras-chave: Rubem Fonseca, Rio de Janeiro, Cidade, Walter Benjamin, Filosofia, Literatura

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Artigo 17: O flanêur benjaminiano e o homem da multidão de E. A. Poe

RESUMO

Nosso ponto de partida serão as reflexões do filósofo Walter Benjamin acerca da vida na cidade, a partir de seu ensaio “Sobre alguns temas em Baudelaire” e no trecho “O Flâneur”, do ensaio “A Paris do Segundo Império em Baudelaire”, na perspectiva de articular tais reflexões para promover um exercício interpretativo do conto de Edgar Allan Poe “O homem da multidão”.

Palavras-chave: E. A. Poe, Benjamin, Cidade, Vivência

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