Artigo 31: Sade: materialismo, erotização dos corpos e perversões na perspectiva da psicanálise

Resumo

Pretendemos articular pontos de interseção entre a filosofia, literatura erótica e psicanálise no contexto da modernidade. Indicando nosso alvo de abordagem como situado no campo da crítica à tradição filosófica que em virtude da primazia da razão, desvalora o potencial dos recursos sensoriais em relação ao conhecimento. Em contrapartida, a forma de linguagem conceitual manifesta sobretudo a partir da “nova metafísica da natureza” e do materialismo francês, na perspectiva de Lynn Hunt, contribuíram de certa maneira como arena de linguagem para a formulação de metáforas utilizadas na literatura que lança em cena a erotização dos corpos, e nesta investida prevalece uma valoração do sensorial como recurso importante ao conhecimento. Entre a forma de representação dos corpos da natureza representada pela filosofia moderna de viés materialista e a forma de representação dos corpos na literatura erótica, podemos encontrar relações na forma de linguagem de ambas. Como elucidativo na literatura nos encontramos com aspectos da vida do polêmico escritor Marquês de Sade. E no desdobramento da abordagem moderna a respeito da sexualidade, nos aproximamos da psicanálise de Freud quando este trata a respeito das perversões sexuais.

Palavras-chave: Filosofia, materialismo, Sade, psicanálise, perversões.

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Artigo 30: Heidegger e técnica: aplicativos móveis e filosofia

RESUMO

O presente estudo, procurou aliar a reflexão filosófica a respeito do tema da técnica, com noções a respeito da natureza mesma de um objeto de aprendizagem, com vistas a uma breve investigação a respeito de aplicativos para dispositivos móveis na área de filosofia e estudo de língua inglesa. Procuramos nos referenciar na reflexão filosófica a respeito do tema da técnica elucidado pelo filósofo Heidegger, e sua reflexão a respeito da técnica moderna e a noção grega de téchne. Em seguida, procuramos autores como Isaura e Nobre a respeito da definição de objetos de aprendizagem, e partimos para um levantamento e pesquisa, feito entre final de 2013 e início de 2014, utilizando a interface do sistema Android, culminando na análise de um objeto de aprendizagem em aplicativo móvel de filosofia.

Palavras chave: Heidegger, técnica, aplicativos móveis, filosofia, objetos de aprendizagem

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Artigo 29: Da noção de espíritos animais em René Descartes

Resumo

Na problemática do corpo, o filósofo René Descartes a partir de suas investigações, sobretudo nas obras O tratado do Homem e As paixões da alma, pontua uma categoria que modernamente a neurociência irá fixar estudos, pormenorizando e identificando aquelas substâncias que atuam no corpo e que correspondem ao modo através do qual as sensações do corpo nos ocorrem e bem como podem atuar em nossos sentimentos ou afecções. Contudo, tais espíritos animais para Descartes consistem antes de tudo em uma matéria, que circula no próprio corpo, na medida em que tais espíritos correm através do sangue e recaem entre as concavidades do cérebro nos fazendo perceber, no caso especifico do corpo, o modo através do qual os estímulos são recebidos. Todavia, ao chamarmos estas substâncias do próprio corpo que correm o sangue e incidem em nosso cérebro, que Descartes chama de espíritos animais, não são uniformemente compreendidos, de modo que para cada estímulo externo um tipo diferente dentre os espíritos animais são impulsionados no corpo. Em nossa investigação pretendemos indicar que tais espíritos animais funcionam como uma espécie de mediação entre corpo e alma, de modo que compreendemos os movimentos dos espíritos animais no corpo como algo que possui não somente sua direção que vai do próprio corpo até a alma, alma que é compreendida como pensamento, bem como, compreendemos que os movimentos dos espíritos animais possuem também sua direção inversa, a saber, como tendo início no pensamento que por seu turno ativa o movimento de certos espíritos animais no corpo. 

Palavras-chave: Descartes, Espíritos Animais, Fisiologia Cartesiana, Corpo, Alma

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*Artigo publicado no Ano de 2014. Livro de Artigos, Grupo de pesquisa PARTHOS, Coordenação: Claudia Murta, PPGFIL/UFES. PARTHOS: FILOSOFIA, PSICANÁLISE, SAÚDE DA MULHER (2014). Organização: Claudia Murta. Pág. inicial: 305/ Pág. final: 321.

Artigo 28: Considerações sobre a Licenciatura em Filosofia EAD/NEAD/UFES

Resumo 

O relato de experiência que se segue, procura tomar como horizonte de pensamento e reflexão, a experiência de ensino à distância na Licenciatura de Filosofia oferecida pelo Núcleo de Ensino à Distância da Universidade Federal do Espírito Santo. O recorte temporal e as problemáticas levantadas estão demarcados e compreendidos entre o ínicio desta Licenciatura em Setembro de 2014, até o primeiro semestre de 2015, e contou sobretudo com observações levantadas entre o I Encontro de Formação de Tutores da Licenciatura de Filosofia EAD, que ocorreu em 26 de junho de 2015, no Campus de Goiabeiras em Vitória/ES.

Palavras-chave: Filosofia, EAD, Experiência de Ensino, Aprendizagem, Formação

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Artigo 27: Filosofia, mitologia e cinema: David Hume, Hesíodo e o ladrão de raios

 

Resumo

O breve texto procura articular um estudo da teoria das ideias do filósofo David Hume, a partir de paralelos de uma leitura empirista da imaginação levando em conta o recurso interpretativo e ilustrativo das figuras da mitologia grega a partir da Teogonia de Hesíodo e do filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios.

Palavras-Chave: Filosofia, Mitologia, Cinema

 

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“Sim bem primeiro nasceu Caos, depois também

Terra de amplo seio, de todos sede irresvalável sempre,

(…) e Eros: o mais belo entre Deuses imortais,

solta-membros, dos Deuses todos e dos homens todos

ele doma no peito o espírito e a prudente vontade”
Hesíodo

ARTIGO 26: Do conceito de imaginação nas Investigações sobre o entendimento humano de David Hume

Resumo

Pretendemos com este breve artigo, precisar o conceito de imaginação na metafísica ou teoria do conhecimento de David Hume, sobretudo a partir de sua obra de 1748 Investigações acerca do entendimento humano (do original An Enquiry Concerning Human Understanding), principalmente a partir da seção II do livro, de nome Da origem das ideias (Of The Origen Of Ideas), e da seção III, de nome Da associação de ideias (Of The Association of Ideas). Nesta perspectiva, pretendemos indicar a posição das sensações e impressões como o lugar desde o qual, para o filósofo, as ideias e nestas a imaginação, têm o seu princípio ou origem. Como indicação para a investigação da problemática da imaginação David Hume nos oferece um valioso conceito, que se trata do princípio da associação de ideias, em sua perspectiva empirista, para somente a partir deste ponto, fundamentar sua teoria a respeito do estatuto da imaginação.

Palavras chave: Empirismo, imaginação, teoria do conhecimento, David Hume.

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Artigo 25: Cultura de massa, arte e política enquanto problema em Rubem Fonseca

RESUMO

O breve artigo trata do tema da arte, e sua relação com sua própria condição de possibilidade enquanto mercadoria, e sobretudo, da relação entre arte e política. Partimos dos diálogos entre o personagem narrador cineasta com o velho Gurian, um professor de literatura perseguido tanto pelos soviéticos do regime estalinista e mais tarde pelos nazistas e que na trama do romance Vastas emoções e pensamentos imperfeitos do escritor Rubem Fonseca, veio parar no Brasil. Nestes diálogos procuramos interpretar a posição de Rubem Fonseca em relação aos destinos sombrios da cultura de massa sobretudo a TV, e particularmente, a crítica de Fonseca em relação à arte como serva da política. Demarcando a perspectiva de Rubem Fonseca a partir da posição de que a arte não deve ser instrumento propagandista dos regimes políticos, culminando na posição, citada pelo narrador do romance, do escritor russo Isaac Bábel: “Alguns farão a Revolução, e daí? Eu, eu farei as coisas marginais, aquilo que vai mais fundo”. Demarcando deste modo a autonomia da arte em relação à política.

Palavras-chave: Rubem Fonseca, Arte e Política, Crítica Literária

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Artigo 24: O fascínio com o estrangeiro no romance Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos de Rubem Fonseca

Resumo

Trata-se de uma interpretação crítica do aparecimento do personagem Áureo de Negromonte no romance Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos de Rubem Fonseca, o qual utiliza adereços para fantasia e se enobrece pelo fato de seus objetos de enfeite serem de origem estrangeira. Nesta direção, promovemos diálogo com o pensamento crítico brasileiro procurando demarcar a alegoria do romance de Rubem Fonseca, como um emblema desta filiação ao estrangeiro como signo de superioridade, no que se refere à experiência de pensamento no Brasil. Deste modo, promovemos diálogo com autores como José Murilo de Carvalho em seu livro Os Bestializados -O Rio de Janeiro e a República que não foi. Bem como breves associações com o pensamento de Walter Benjamin a respeito da urbe, e uma tentativa de relacionar o personagem Negromonte do romance de Fonseca com Dom Casmurro de Machado de Assis, mais precisamente ao seu capítulo V de nome O agregado.

Palavras chave: Rubem Fonseca, Crítica Literária, Literatura, Ensaísmo

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Artigo 23: O homem que comia diamantes: a fantasmagoria do arcaico sobre o moderno

RESUMO

O breve artigo trata de uma interpretação de uma alegoria que aparece no romance Vastas emoções e pensamentos imperfeitos ​ do escritor Rubem Fonseca, que se trata do personagem Alcobaça, que sofre de uma “estranha patologia”, a saber, necessidade vital de comer diamantes. Utilizando referências do pensamento crítico brasileiro como Sérgio Buarque de Holanda e Bajonas Brito, no que tange ao signo de adorno e enfeite que se tornou, em certa medida, a recepção da filosofia européia em nossas terras, e sobretudo, elucidando tais temas a partir da ironia em relação à filosofia no conto​ A arte de andar no RiodeJaneiro de Rubem Fonseca em que Augusto, o personagem principal, dialoga com um cachorro como se fosse um professor de filosofia com seus alunos. Esta reflexão procura trilhar caminhos do pensamento crítico brasileiro, que utiliza a via da literatura como recurso dialético interpretativo da experiência histórica brasileira.

Palavras chave: ​ Rubem Fonseca, Sérgio Buarque, Bajonas Brito, Pensamento brasileiro

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ENSAIO: Ação e dissimulação no romance Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos de Rubem Fonseca

RESUMO

Nosso ensaio procura encaminhar uma interpretação acerca do romance de Rubem Fonseca Vastas emoções e pensamentos imperfeitos, não sem uma incursão pelo pensamento de Walter Benjamim no que se refere às suas reflexões em torno das condições históricas de sociabilidade e memória próprias ao habitante da cidade contemporânea ocidental. Procuramos situar como a dissimulação opera a cumplicidade ou proximidade entre opostos na experiência brasileira, tais como uma loja de peles, próprias a um clima frio, numa cidade “onde fazia um calor dos infernos quase o ano inteiro”, nos termos do escritor brasileiro. O ensaio procura também posicionar o pensar acerca do aparecimento do personagem Áureo de Negromonte no livro de Rubem Fonseca, tomado como um emblema de nosso fascínio com o estrangeiro, que se inscreve em nosso raio histórico desde os tempos em que a capital da República “que não foi”, segundo José Murilo de Carvalho, era ainda a cidade do Rio de Janeiro do início do século passado. E se trata de um trabalho desenvolvido a partir de um projeto de pesquisa que percorreu o período de agosto de 2004 a julho de 2005, e que contou com o financiamento do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) através do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa), inserido na linha de pesquisa de Filosofia e Literatura e sob orientação do Professor Bernardo Barros Coelho de Oliveira, na ocasião, do Departamento de Filosofia, CCHN, UFES, Vitória-ES.

PALAVRAS-CHAVE: Rubem Fonseca, Bernardo Barros, Dissimulação, Crítica Literária, Walter Benjamin, José Murilo, Bajonas Brito

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